Venha conhecer a Bolsa Atleta

Todos sabemos que há falta de investimento do governo em relação ao esporte no Brasil. Mas será que, além da ausência de recursos, há também falta de conhecimento por parte da população? O governo brasileiro tem muitos programas sociais, como o Bolsa Família, FIES, Minha Casa Minha Vida, Pronatec, Ciências Sem Fronteiras, mas vocês sabiam que existe o Bolsa Atleta?

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O deputado distrital Agrício Braga, do Partido da Frente Liberal (PFL), é o autor do projeto federal, Bolsa Atleta. É um programa da Secretária de Esporte do Distrito Federal que segundo o site do programa diz que “visa garantir  recursos  para  a manutenção pessoal  aos  atletas   em    plena   atividade esportiva  e  que não possuem patrocínio”; criado a partir da Lei nº 2.402  de 15 de janeiro de 1999 que profere: Fica instituído o Programa Bolsa Atleta, destinado aos atletas com registro nas Entidades Regionais de Administração do Desporto e a Clubes do Distrito Federal.

“Em julho de 2005, 300 atletas olímpicos e paralímpicos brasileiros que viviam longe dos holofotes de patrocinadores, recebiam pela primeira vez um cartão magnético do Ministério dos Esportes para sacar um auxílio mensal do Governo, pelo período de 12 meses. A Bolsa Atleta, que variava de 300 reais a 2.500, tinha como objetivo incentivar potenciais campeões a se dedicarem só aos treinos e se aproximarem do pódio de competições nacionais e internacionais” segundo o jornal El País.

O portal do Bolsa Atleta diz que “O governo brasileiro mantém, desde 2005, o maior programa de patrocínio individual de atletas no mundo. O público beneficiário são atletas de alto rendimento que obtêm bons resultados em competições nacionais e internacionais de sua modalidade.” O auxílio é creditado mensalmente, durante um ano, em conta da Caixa. Caso o atleta ainda não seja cliente Caixa, precisará abrir uma conta para receber o recurso.

Para se inscrever no Bolsa Atleta, primeiramente tem que preencher os requisitos estabelecidos pelo programa como: Idade mínima de 14 anos e máxima de 19 anos; Estar vinculado a uma entidade de prática desportiva (clube); Ter filiação à Entidade de Administração de sua modalidade, tanto Estadual (Federação) como Nacional (Confederação); Ter participado de competição no ano imediatamente anterior àquele em que está pleiteando a Bolsa, tendo obtido até a terceira colocação nas modalidades individuais de categorias e eventos previamente indicados pela respectiva entidade nacional de administração do desporto ou que tenham sido eleitos entre os dez melhores atletas do ano anterior em cada modalidade coletiva,  na categoria indicada pela respectiva entidade e que continuem treinando e participando de competições nacionais oficiais. Depois fazer a inscrição no site do Ministério do Esporte. A seguir o atleta deverá imprimir e levar em 30 dias o Termo de Adesão. “O programa federal inspirou alguns estados e municípios a instituir projetos semelhantes, o que foi um ganho para o esporte brasileiro. O programa passa por avaliação contínua e aperfeiçoamento constante visando a atender satisfatoriamente aos interessados e aos objetivos do esporte de alta performance no país.” Alega site do programa.

O blog Capital Teresina diz que “Segundo Ministério do Esporte, 86% dos atletas já garantidos nos jogos Rio 2016 recebem o apoio financeiro do Bolsa Atleta. São 154 esportistas entre os 178 nomes confirmados no evento. A ação faz parte do Plano Brasil de Medalhas, pelo qual o ministério apoia 236 atletas.” Ainda na mesma matéria o site comenta sobre o apoio do programa, “O impacto da Bolsa Atleta foi medido nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, em 2015, principal competição multiesportiva daquele ano para as equipes que vão disputar os Jogos Olímpicos e os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro. Dos 862 atletas convocados para o Pan-Americano e o Parapan-Americano de Toronto, 675 foram apoiados pelos programas do governo federal, o que correspondeu a 78,4% das delegações do País.”

Elisa Dias

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Entrevistas

Entrevistado – Gabriel Simas, jogador de futebol.

P: Você acredita que os Jogos Olímpicos trouxeram benéficos para o cidadão brasiliense ?

R: Sim, claro.

 

P: Houve um interesse na prática esportiva de outras modalidades?

R: Claro tem modalidades esportivas que eu nunca tinha visto, como box. Tipo, apareceu do nada assim – risos – achei fantástico e até acho que praticar.

 

P: Você acredita que a inclusão de modalidades olímpicas nas escolas seria uma possível solução para a saúde da próxima geração?

R: Sim, isso faz parte da minha vida, porque desde pequeno eu jogo e até agora não paro e isso é uma felicidade da minha vida.

 

P: Qual sua opinião sobre as atividades esportivas dentro das instituições escolares ?

R: Bem, hoje nas instituições escolares é mais difícil ver tempo para os alunos praticarem esportes, porque normalmente o pessoal está mais focado em avaliações, vestibulares, fora isso, praticamente atividades esportivas não caem nessas provas, isso, muitas das vezes, leva tempo sim e por isso algumas instituições escolares colocam só para aula recreativa para os alunos terem uma motivação.

 

P: Você acredita que se houvesse essas modalidades dentro das escolas elas poderiam ser a causa de uma vida mais saudável?

R: Óbvio que sim.

 

P: Os alunos que praticam esporte desde de cedo normalmente são mais saudáveis ?

R: Com certeza, isso influencia na capacidade do aluno. Ajuda a pensar mais, porque se você ficar estudando demais e não fizer nenhuma atividade esportiva, não vai ajudar em nada, porque podemos perder o condicionamento físico, emocional e psicológico.
P: O maior incentivo para praticar esporte é ter uma vida melhor ou condicionamento físico em questão de estética?

R: Bem, hoje o pessoal está fazendo mais atividades físicas por causa da estética. Muitas vezes as pessoas até procuram um médico para fazer cirurgia e também tomam bombas, essas coisas assim, atrapalhando o condicionamento físico do atleta.

 

P: Quais benéficos o esporte trouxe para sua vida?

R: Felicidade, envolvimento com outras pessoas socialmente. Foi muito importante para mim.

 

P: Você se sentia mais saudável quando fazia esporte, além do futebol, frequentemente?

R: Sim, eu comia muito bem, hoje não consigo comer como antes. Antigamente eu tinha horário para comer por causa das atividades físicas.

 

P: Então sua alimentação mudou depois que você parou praticá-las?

R: Mudou muito, para bem pior, sabe, eu como qualquer coisa na rua, normalmente não estou comendo o que era para comer.

 

P: Por que você acha que isso aconteceu? Por que parou de seguir os horários as dietas?

R: Porque parei de me exercitar e fiquei sem motivação para seguir a dieta.

 

P: Você pode dizer, então, que seu corpo sente falta de atividade física?

R: Muito, parece que ele pede.

 

P: Você acredita que se tivesse suporte na escola, você seria jogador de futebol?

R: Claro, ajuda muito por causa da imagem. Muitas vezes as escolas não fazem, porque custa muito.
P: Esporte e exercício físico é a mesma coisa?

R: Não, não é a mesma coisa.

 

P: Qual é a diferença?

R: Bem, exercício físico você pode fazer em casa ou em qualquer lugar, esportes não. Tipo futebol. Você não joga dentro de casa, dentro de um prédio, precisa ter um espaço.

P: Se as pessoas tivessem um contato maior com o esporte, nossa realidade seria diferente?

R: Ia sim, se tivesse investimento. O futebol mesmo só cresceu por causa do investimento.

 
P: Você acredita que praticar esporte é mais saudável que frequentar a academia?

R: Bem, eu acho que é difícil definir, porque na academia é você e você e no esporte não, porque você tem mais coletividade.

 

Entrevistado – Murilo Kohmann, aluno do 5° semestre de Educação Física na UnB

P: Murilo, você vê Brasília como uma cidade que investe no esporte?

R: Mais ou menos. Acredito que tem muito o que melhorar.
P: Como isso influência na saúde do brasiliense?
R: Não influência de forma nenhuma. Por exemplo, o centro olímpico que era pra ser muito utilizado, é um espaço bacana mas não tem manutenção e está largado. Então se tivesse mais incentivo e mais investimento, acho que a saúde do brasiliense ia ser muito melhor.
P: Como você decidiu fazer o curso?
R: Eu tinha um professor de Educação Física muito bom. Ele me influenciou muito. Hoje somos amigos e tenho muita admiração por ele.
P: Você acredita que os jogos olímpicos trouxeram benefícios para os cidadãos brasilienses?
R: Não, pois não mudou em nada. Talvez no Rio tenha tido algumas mudanças, mas aqui acredito que não muito.
P: Você acredita que a inclusão da modalidade olímpica nas escolas seria uma possível solução para a próxima geração?
R: Talvez não a solução, mas um meio de conseguir melhorar a saúde dos alunos, porém esporte na escola não é a solução.

P: Por que? R: Porque na escola ainda é preciso trabalhar muitas coisas no esporte. A Educação Física escolar é muito vista como atividades esportivas, mas ela não é só isso. Esporte é só uma segmentação e pode ser um meio de se trabalhar algumas coisas, mas não é o foco.
P: Por que os alunos que praticam esportes desde cedo geralmente são mais saudáveis?
R: Por que o esporte é uma prática física. No esporte você precisa desenvolver muitas habilidades motoras, aprender a conviver em grupo. A Educação Física não é só a parte motora, ela tem um raio de ação muito maior que isso. Pessoas que praticam esportes normalmente passam por isso, então eles precisam aprender a trabalhar em grupo, precisam ter um bom preparo psicológico e a parte motora também então, geralmente eles são mais saudáveis por conta disso.
P: A falta da Educação Física semanal geram consequências?
R: Sim, a falta da Educação Física diária produz consequências. Diabetes, em alguns casos depressão, doenças relacionadas aos ossos, aos músculos. Você não precisa necessariamente da Educação Física escolar em si, mas uma prática física diária é muito importante.

P: Quais os benefícios da atividade física na sua vida? O que mudou?
R: Faço exercícios desde de criança e por conta disso conheci muitas pessoas e criei várias amizades através do esporte. Minha saúde mudou bastante, não tenho feito muitas atividades físicas ultimamente, mas sou muito saudável.
P: Qual a diferença entre esporte e educação física?
R: A Educação física, no âmbito escolar, não trabalha só a parte motora e geralmente no esporte você foca mais a parte motora, por que os métodos que implantam na escola são de repetições, cada semana tentam trabalhar um esporte diferente com os alunos para no final eles aprenderem a jogar todos.Isso não é o ideal, pois uma criança não precisa aprender a jogar bola, ela precisa aprender a correr, precisa aprender a trabalhar em grupo. Essa é a principal diferença, não estamos preocupados apenas no rendimento, na Educação Física nos preocupamos com a formação da pessoa como um todo.

Entrevista – Henrique Fechina, aluno do 2° semestre de Educação Física na UnB

P: Henrique, você vê Brasília como uma cidade que investe no esporte?
R: Em determinados aspectos sim, mas ainda é muito pouco.
P: Como você decidiu fazer o curso?
R: Primeiro eu queria ser jogador de futebol, depois eu vi que não iria conseguir. Então tive que procurar algo relacionado ao esporte.
P: Você acredita que os jogos olímpicos trouxeram benefícios para os cidadãos brasilienses?
R: Não.
P: Você acredita que a inclusão da modalidade olímpica nas escolas seria uma possível solução para a próxima geração?
R: Se a inclusão das modalidades olímpicas for visando a prática de esportes e não esportes de auto rendimento, sim.
P: Qual a sua opinião sobre as atividades esportivas dentro das instituições escolares?
R: Acredito que se essas atividades forem incentivadas a prática de esportes pelo lazer, pela saúde, então vale a pena.
P: Por que os alunos que praticam esportes desde cedo geralmente são mais saudáveis?
R: Porque quando se pratica esportes desde cedo o corpo acaba se adaptando.
P: A falta da Educação Física semanal gera consequências?
R: Produz, porque gera uma ilusão da matéria. Todo mundo acha que Educação Física é só brincadeira.

Regras para um treino de futebol

Uma das coisas mais importantes para ser um jogador de futebol profissional é o treino. E o treino pode ser a resposta para a pergunta: Como manter uma vida saudável? Fábio Mahseredjian, preparador físico da seleção brasileira que já passou pelo Vasco, Santos, Internacional e agora está no Corinthians, diz que “antes do campeonato, podemos colocar até 70% de exigência física. Os outros 30% são técnico e tático”

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Foto por Gabriella Collodetti – Treino Escolinha Boca Juniors

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A importância do alongamento

Para se obter uma vida saudável, é fundamental elaborar uma rotina de exercícios, acompanhada de uma alimentação balanceada. Entretanto, esses dois ingredientes não são o bastante para o bem-estar. Deve-se ter em mente que, antes de iniciar qualquer atividade física, o alongamento tem extrema importância e sua execução traz grandes melhorias no dia a dia de quem cria esse hábito desde cedo. Quando acoplado aos treinos cotidianos e a uma dieta bem estruturada, o alongamento se transforma no terceiro ingrediente fundamental para viver saudavelmente.

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Academia popular: as vantagens dos exercícios ao ar livre

Atualmente, a população tem se preocupado bastante com a saúde do corpo. Podemos ver pessoas praticando esportes ou fazendo caminhada nos parques todos os dias.
Com essa febre, as academias populares ganharam espaço e têm enchido as praças das cidades. Os equipamentos que, de início, foram criados para incentivar pessoas da terceira idade a praticar exercícios, têm chamado a atenção de todas as faixas etárias.

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A combinação de alimentação saudável com exercícios físicos

Para ter uma vida saudável, além da prática de exercícios físicos, é preciso começar mudando a alimentação, incluindo na dieta frutas, verduras e legumes. Ser saudável não significa, necessariamente, ser magro, e sim manter hábitos alimentares balanceados. Evite fazer refeições pesadas em horários irregulares e procure comer de três em três horas, para assim evitar surtos de fome. Uma boa dica é consumir, pelo menos uma vez por semana, peixe, que, além de ser rico em proteínas, combate várias doenças.

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Calistenia: a mente controlando o corpo

Apesar de ser um método antigo de treinamento, a calistenia tem ganhado, gradativamente, visibilidade nos dias de hoje. Sua peculiaridade está relacionada à distinta abordagem da elaboração de exercícios físicos ao ar livre, ou seja, há uma quebra na monotonia de se exercitar em um ambiente fechado. Os praticantes realizam as atividades onde os movimentos musculares são baseados na potência e no esforço e cujo intuito é desenvolver o equilíbrio do corpo e da mente.

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Luíz Otávio Mesquita e Thiago Tavares, membros do grupo Calistenia Brasil               Foto: Carol Quintanilha

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Devemos comer como jogadores de futebol?

Ser jogador de futebol não é apenas viajar, treinar e jogar. Os jogadores profissionais normalmente seguem uma dieta rigorosa para conseguir manter o nível de condicionamento físico e consequentemente de jogo. E quanto a nós? Deveríamos ser como os jogadores de futebol? Precisaríamos manter uma dieta equivalente a deles?

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Almoço da seleção brasileira de 2006

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